sexta-feira, 28 de março de 2008

Contra o despesismo e o luxo disparatado

A Comissão Política de Ponte da Barca do Partido Social Democrata acompanha com a mais profunda preocupação a gestão despesista e sem orientação estratégica da actual maioria socialista na Câmara Municipal.

Entre as várias situações que ilustram esta gestão ruinosa do Partido Socialista, a Comissão Política do PSD analisou, na sua última reunião, a forma irresponsável e descontrolada como está a ser conduzido o projecto de recuperação do edifício do antigo Tribunal, para aí serem instalados os Paços do Concelho (Domus Municipalis). A este propósito, deliberou tornar pública a seguinte tomada de posição:
  1. Foi com a mais viva indignação e perplexidade que a Comissão Política do PSD tomou conhecimento de que a Autarquia acaba de adjudicar o fornecimento de mobiliário para a Domus Municipalis pelo valor de 468.749,09 euros, a que importa acrescentar o respectivo IVA, num montante global superior a meio milhão de euros ou a 113 mil contos, se preferirmos na moeda antiga.Esta é uma situação escandalosa e inacreditável, que mostra bem a ligeireza como este Executivo gere os dinheiros públicos, afundando-se numa política despesista e de falso riquismo, profundamente lesiva dos interesses do Concelho.Numa altura em que as populações já não suportam esperar mais pela realização de obras que contribuam para a melhoria da sua qualidade de vida, esta decisão da maioria socialista constitui um insulto a todos os Barquenses e a prova inequívoca de que não estão à altura das responsabilidades para que foram eleitos. Ao votarem contra esta adjudicação do mobiliário por um valor superior a 113 mil contos, os vereadores do PSD souberam honrar os seus compromissos e assumir uma postura de coerência política e de elevação moral. De facto, a maioria socialista não pode continuar a justificar a sua inoperância e a sua incapacidade, alegando falta de recursos financeiros, e, ao mesmo tempo, tomar decisões destas, altamente esbanjadoras e ruinosas para o Concelho.
  2. A desorientação e a falta de sentido de responsabilidade da maioria socialista na condução deste processo remontam ao início do seu mandato. De facto, na reunião de 4 de Abril de 2005, “a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, aprovar o projecto de arquitectura de remodelação e adaptação do edifício a Domus Municipalis”, projecto que foi publicamente apresentado na sessão solene do Dia do Município desse ano. Esta deliberação coroou um longo percurso em que o Gabinete de Apoio Técnico (GAT) do Vale do Lima, sem qualquer custo para o Município, foi aperfeiçoando o seu projecto inicial a partir dos contributos resultantes da discussão participada de todos os vereadores, tendo em vista a máxima rentabilização dos espaços, com o aproveitamento da cave e do sótão, para, assim, ser possível albergar a maior parte dos serviços da Autarquia que, até ao momento, estão dispersos por espaços arrendados. Na altura, o Executivo era presidido pelo PSD e na oposição estavam três vereadores que, actualmente, integram a maioria socialista, dois dos quais são o Presidente e o Vice-Presidente da Câmara Municipal.
  3. Torna-se, por isso, profundamente estranho que as mesmas pessoas que votaram, favoravelmente, o projecto tenham decidido alterá-lo, mal chegaram ao poder, poucos meses mais tarde. E o mais escandaloso é que, num processo pouco transparente e eticamente inaceitável, resolveram entregar a remodelação do projecto ao Presidente da Assembleia Municipal que acabou por apresentar praticamente a primeira versão que o GAT havia elaborado graciosamente e que todo o Executivo anterior havia rejeitado, por considerá-la inadequada.A actual maioria socialista não só não tem uma linha de rumo e um pingo de coerência como ainda por cima acaba por optar por uma solução raquítica que prejudica gravemente os interesses do Concelho. Mais ainda, a colocação já efectuada de uma caixilharia que contraria o estipulado no Regulamento do Plano de Salvaguarda da Zona Histórica, para além de violar os mais elementares princípios de bom gosto, constitui um grosseiro atropelo por parte de uma instituição que terá de ser sempre a primeira a dar o exemplo a todos os munícipes.
  4. A CP do Partido Social Democrata lamenta e repudia com toda a veemência este modelo de gestão despesista e sem qualquer orientação estratégica que não sabe distinguir o essencial do acessório, nem definir as verdadeiras prioridades para as nossas populações.Enquanto um conjunto de intervenções urgentes reivindicadas pelos senhores Presidentes de Junta de Freguesia continua na lista de espera, alegadamente por falta de recursos financeiros, assistimos a escandalosos esbanjamentos deste género que mais não são do que o rosto visível da incapacidade e da inoperância desta maioria.Esta é, aliás, a triste imagem de marca que o actual Executivo socialista tem feito questão de afirmar. Logo no primeiro semestre do seu exercício, não se poupou de gastar várias dezenas de milhar de euros a remodelar o gabinete da Presidência que até aí havia servido condignamente os anteriores Executivos, com a agravante de já se saber que, dentro de pouco tempo, teria lugar a mudança de instalações para a nova Domus Municipalis.Trata-se de uma postura inaceitável, que não tem na devida conta a gestão criteriosa dos recursos públicos e que teima em pensar que a dignidade de um órgão lhe vem pelo luxo disparatado das instalações, em vez de considerar que isso resulta da elevação e da grandeza de quem exerce as funções.Já agora, e porque um mal nunca vem só, que pensar do facto de a actual maioria socialista já ser responsável pela utilização de mais de metade da dívida acumulada da Autarquia aos bancos, com a agravante de não se ver obra?Também por isto, é cada vez mais urgente um “Novo Rumo p’rá Barca”…

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

É PRECISO UM NOVO RUMO P’RÁ BARCA

Defende Cabral de Oliveira perante um auditório completamente cheio

“Decidi, mais uma vez, aceitar o desafio de liderar uma equipa e de ajudar a mobilizar um povo para que renasça, na nossa terra, um clima de tolerância e de pluralismo, um sentimento de respeito e de confiança no futuro. Porque esta é a hora, meus amigos, de todos unirmos esforços na construção de um “Novo Rumo p’rá Barca”, que devolva ao nosso Concelho uma visão estratégica assente no rigor, no investimento produtivo criador de riqueza e potenciador de bem-estar”.

A afirmação é de Cabral de Oliveira e foi proferida na tomada de posse da nova Comissão Política do PSD, uma sessão que encheu por completo o auditório da Epralima e que contou também com a presença de Rui Gomes da Silva, Vice-Presidente do Partido, e de Eduardo Teixeira, Presidente da Comissão Política Distrital, entre outras individualidades.
Num ambiente de grande mobilização, Cabral de Oliveira explicou os motivos que o levaram a regressar à política activa, afirmando que não pôde ficar indiferente às inúmeras vozes e aos insistentes apelos que lhe foram chegando no sentido de se empenhar na construção de um novo ciclo político, tal é a degradação em que a vida política local está a mergulhar, com a actual gestão socialista.

Dizer “Basta”!

Recordando as suas responsabilidades como cidadão e como homem que, durante vários anos, deu o melhor das suas energias em prol do desenvolvimento do Concelho, afirmou que, actualmente, se vive em Ponte da Barca uma situação política de tal modo confrangedora que é necessário dizer basta e apresentar às pessoas uma alternativa séria e credível.
Esta é a hora de dizermos não à actual degradação da convivência democrática. Não podemos permitir que, em pleno século XXI, pretendam espalhar entre os agentes económicos e a população em geral um clima de mordaça, de chantagem, de intimidação, de medo. Não podemos aceitar que os senhores Presidentes das Juntas de Freguesia sejam tratados de uma forma arbitrária, permanentemente sujeitos a ameaças e a condicionamentos”.

Esta é a hora – acrescentou – de dizermos basta à degradação da gestão política do Município. Basta de desorientação estratégica, de despesismo, de avanços e de recuos e de decisões escandalosas que lesam gravemente o presente e o futuro do nosso Concelho. Basta de atropelos e de tropelias e de discursos repetitivos e ocos que mais não pretendem do que criar uma imagem artificial na tentativa de branquear uma situação de ineficácia e de inoperância gritantes.
Esta é a hora de, todos unidos, soltarmos o nosso grito de indignação e de revolta. Porque há comportamentos e decisões que são inaceitáveis num regime democrático que zela pelo bem comum. Chegou a hora de, todos unidos, mostrarmos que existe um “Novo Rumo p’rá Barca”, um rumo de seriedade e de rigor, de tolerância e de pluralismo, de trabalho persistente, voltado para o desenvolvimento do nosso Concelho e para a melhoria da qualidade de vida de todos e de cada um dos barquenses, referiu Cabral de Oliveira.

As pessoas mais habilitadas

Para concretizar este “Novo Rumo p’rá Barca”, disse que o PSD tem claramente as pessoas mais habilitadas e a experiência e o saber do caminho percorrido por homens que, em diferentes períodos, lideraram o Partido em Ponte da Barca, anunciando, a propósito, que os ex-Presidentes terão lugares de assento na Comissão Política.
Com eles, com a força de todos vós, com o entusiasmo, a irreverência, a persistência, com a capacidade mobilizadora dos jovens e da Juventude Social Democrata, vamos dar “Novo Rumo” à Barca, acrescentou Cabral de Oliveira, num claro registo de mobilização e de compromisso com os valores sociais-democratas e com o Concelho.
E foi com o povo do Concelho que assumiu outro compromisso, o compromisso de desenvolver uma política de proximidade e de contacto directo com as preocupações e anseios das populações. Conhecemos como ninguém as nossas 25 freguesias e conhecemos pelo seu nome a esmagadora maioria das pessoas e grande parte dos seus problemas e frustrações, mas queremos ir mais longe, queremos conhecê-los com uma profundidade ainda maior, indo cada vez mais ao encontro dos senhores Presidentes das Juntas de Freguesia, dialogando com as pessoas, partilhando com cada um dos barquenses os seus projectos, as suas reivindicações, as suas legítimas aspirações, explicou.
Sempre num tom de união e de mobilização, Cabral de Oliveira concluiu afirmando que chegou a hora de mostrarmos o nosso orgulho de ser barquense e de fazermos valer a nossa dignidade de um povo que não se deixa vergar, nem amordaçar. Chegou a hora de nos mobilizarmos para o essencial e o essencial – segundo realçou – é a nossa querida terra que não pode esperar mais e que, urgentemente, precisa de ser resgatada da situação penosa para onde o estão a atirar.
Ponte da Barca merece muito mais e tem direito a bem melhor! Com o vosso apoio e entusiasmo, com a vossa mobilização e compromisso cívico, vamos, todos unidos, dar a volta a esta situação e erguer a bandeira da nossa terra e trabalhar pela vitória de um futuro que a todos nos encha de orgulho. Vamos dar “Novo Rumo à Barca”, disse a terminar Cabral de Oliveira.

Isto vai, meus amigos

Na sessão usaram ainda da palavra Rui Gomes da Silva e Eduardo Teixeira que aproveitaram a circunstância para destacar a importância dos próximos embates eleitorais e a necessidade de o PSD fazer chegar a todas as pessoas uma mensagem de confiança no futuro.
Por sua vez, a Presidente da Mesa da Assembleia agradeceu aos órgãos cessantes o trabalho que desenvolveram em prol da defesa dos valores da social democracia e do bem-estar e melhoria da qualidade de vida no concelho, garantindo que são também estes os valores e os princípios por que se propõe lutar.
Continuo a acreditar – disse Rosa Maria Arezes – na “difícil e muito nobre arte da política”, como lhe chamou o Concílio Vaticano II e tenho igualmente consciência de que esta é uma actividade que, exercida com dignidade, engrandece o ser humano, porque não há missão mais sublime do que servir o bem comum.
Para esta nobre missão está convocado todo e qualquer cidadão porque todos somos chamados a construir o nosso futuro colectivo, em total liberdade, obedecendo apenas ao apelo profundo da nossa consciência que jamais consentirá que tiranetes intolerantes nos pretendam amordaçar, intimidar ou condicionar.
Defendeu, depois, um clima de participação e de debate, onde todos tenham o direito de pensar e de exprimir as suas opiniões, sem medo de represálias de qualquer natureza, e terminou citando o poeta Ary dos Santos:

“Isto vai, meus amigos, isto vai...
Um passo atrás são sempre dois em frente
E um povo verdadeiro não se trai,
Não quer gente mais gente que outra gente”.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

PSD DEFENDE NOVO RUMO PARA O CONCELHO

Apresentar a todos os cidadãos do concelho de Ponte da Barca um projecto de mudança que inspire, de novo, nas pessoas um sentimento de confiança no seu futuro colectivo e na melhoria da sua qualidade de vida é o grande objectivo da nova Comissão Política da Secção do PSD de Ponte da Barca, presidida por Cabral de Oliveira.
As eleições decorreram no dia 16 de Fevereiro, tendo a única lista candidata recebido o apoio unânime dos votantes, que, em elevada percentagem, participaram no acto eleitoral.
Sob o lema “Novo Rumo p’rá Barca”, a equipa abrange um leque diversificado de pessoas bastante jovens, mas já com larga experiência e percursos de vida muito enriquecedores.
Pela frente, a nova Comissão Política tem grandes desafios que se propõe encarar com toda a determinação e entusiasmo, trabalhando para que o projecto social-democrata saia vitorioso nas eleições europeias, legislativas e autárquicas do próximo ano.
Face àquilo que consideram ser a actual degradação da gestão camarária socialista, defendem que é urgente mobilizar o concelho, fazendo chegar a todas as pessoas uma mensagem de confiança num projecto alternativo protagonizado pelo PSD.
Segundo a equipa liderada por Cabral de Oliveira, o nosso concelho está a atravessar em período em que, mais do que nunca, todos os cidadãos devem participar na construção do seu futuro colectivo e dar um contributo para que o Município reencontre o rumo de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida.
Para tanto, defendem uma estratégia política de proximidade das pessoas e de apoio aos Presidentes de Junta de Freguesia, auscultando as suas preocupações e frustrações face à actual gestão camarária, e a apresentação de um projecto alternativo, baseado no trabalho, no rigor e na defesa intransigente dos interesses do concelho.
A nova Comissão Política do PSD de Ponte da Barca integra os seguintes elementos:
Presidente
António Cabral de Oliveira
Vice-Presidentes
Luís Manuel Meira Arezes
José Manuel Maia Fernandes
Tesoureiro
José Francisco Pereira Fernandes
Vogais
Abílio José Marques da Silva
Armindo José Sousa da Silva
Carla Luísa Esteves Barbosa
Claudino Esteves Amorim
José António Sousa Vieira da Silva
Luís Pedro Bragança da Silva Abreu
Maria Augusta Gabriel R. Lima Fernandes
Sérgio Miguel da Silva Azevedo

A Mesa da Assembleia da Secção é presidida por Rosa Maria Arezes, sendo vice-presidente José Domingos Veloso Cerqueira. Por sua vez, Fernanda Maria Marques da Costa exerce as funções de Secretária.